Bilionários Brasileiros na Lista Forbes 2025

Bilionários Brasileiros na Lista Forbes 2025

A lista da Forbes Brasil de 2025, divulgada recentemente, não é apenas um ranking de grandes fortunas; ela oferece um retrato fiel da economia brasileira contemporânea, revelando as lógicas de poder econômico e os setores que a moldam. A 13ª edição da lista nacional identificou 300 bilionários no Brasil, um número que caiu em relação ao ano anterior (56 em 2025 contra 69 em 2024), e o patrimônio agregado diminuiu de US$ 231 bilhões para US$ 212 bilhões, sinalizando certa volatilidade econômica.

Quem Lidera a Elite Financeira do Brasil?

No topo da lista, encontramos nomes já conhecidos e algumas variações notáveis:

  • Eduardo Saverin lidera novamente como o brasileiro mais rico, com uma fortuna estimada em R$ 227 bilhões, um salto expressivo de 45,5% em apenas um ano. Co-fundador do Facebook e hoje residente em Singapura, sua riqueza é impulsionada pela "febre da inteligência artificial" e investimentos digitais, simbolizando a ascensão da nova economia globalizada. Ele também é o brasileiro mais rico no ranking global, com US$ 34,5 bilhões.
  • Vicky Sarfati Safra e família ocupam a segunda posição, com R$ 120,5 bilhões, representando o domínio do setor financeiro tradicional e a perpetuação de fortunas familiares.
  • Jorge Paulo Lemann, figura incontornável do capitalismo brasileiro, permanece no pódio com R$ 88 bilhões, apesar de uma leve retração de 4,2%.
  • André Santos Esteves (BTG Pactual) teve um crescimento notável de 56% em seu patrimônio, atingindo R$ 51 bilhões, refletindo a valorização de ativos ligados à inovação e finanças digitais.
  • Fernando Roberto Moreira Salles, com R$ 40,2 bilhões, representa a presença contínua das famílias bancárias e de conglomerados, com investimentos em finanças e mineração.
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Outros nomes no Top 10 incluem Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Pedro Moreira Salles, Miguel Gellert Krigsner, Alexandre Behring da Costa e Jorge Neval Moll Filho, que protagonizou o maior crescimento de fortuna, um salto de 119,1%, para R$ 30,4 bilhões.

Setores que Moldam a Riqueza Brasileira

A análise do ranking revela a concentração de fortunas em alguns setores chave:

  • Tecnologia e Startups: com Eduardo Saverin à frente, este setor demonstra um crescimento significativo, refletindo o peso das fintechs e investimentos digitais.
  • Setor Financeiro: famílias como Safra, Esteves e Salles mantêm seu domínio, impulsionadas por heranças e investimentos robustos.
  • Bebidas e Fundos de Private Equity: Lemann e seus parceiros focam em eficiência e globalização.
  • Mineração: a participação de Salles, com operações internacionais da CBMM (nióbio), destaca a relevância do setor.
  • Saúde Privada: o crescimento de Jorge Moll Filho ressalta a lucratividade e o potencial de longo prazo deste negócio no país.
  • Agronegócio: a entrada de Ricardo Castellar de Faria com a Granja Faria, a maior produtora de ovos férteis e comerciais do Brasil, mostra o poder crescente do agronegócio.
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Novas Fortunas e Jovens Milionários

A lista de 2025 trouxe 31 novos bilionários. Entre os estreantes mais notáveis estão:

  • Iris Abravanel e família: a viúva de Silvio Santos, juntamente com suas seis filhas, herdou um patrimônio de R$ 6,4 bilhões após o falecimento do apresentador em 2024, proveniente de empreendimentos no varejo, hotelaria, cosméticos e do SBT.
  • Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, de 29 anos, filho caçula de Marcel Herrmann Telles, com R$ 29,3 bilhões, assumindo os negócios do pai na AB InBev.
  • Sete novos integrantes vieram da fabricante de motores WEG, conhecida como "fábrica de bilionários", incluindo Sérgio Luiz Silva Schwartz, Décio da Silva e Martin Werninghaus.
  • Ricardo Castellar de Faria, fundador da Granja Faria e RCF Capital, com R$ 17,45 bilhões.
  • Maria Cristina Frias, herdeira do grupo Folha da Manhã e investidora na PagSeguro, avaliada em R$ 6,31 bilhões.
  • João Annes Guimarães, neto do fundador do Banco BMG, com R$ 1,29 bilhão.
  • Consuelo Dias Branco, presidente do Conselho de Administração da M. Dias Branco, com US$ 1,2 bilhão (R$ 6,6 bilhões).
  • José Mario Caprioli dos Santos, sócio da Azul Linhas Aéreas, com R$ 1,12 bilhão.

Em relação aos jovens bilionários, a lista de 2025 inclui 27 indivíduos com menos de 30 anos. No entanto, a maioria dessas fortunas foi herdada, com raras exceções. O caso de destaque é Pedro Franceschi, de 28 anos, co-fundador da fintech Brex, com R$ 3,3 bilhões, que construiu seu patrimônio a partir de novos negócios. A família Voigt, ligada à multinacional catarinense WEG, tem sete membros entre os jovens bilionários.

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Desigualdade e Responsabilidade Social

A concentração de fortunas no Brasil, com 300 cidadãos detendo mais de 1 bilhão de reais em um país onde a renda média mal supera os 2.000 reais mensais, inevitavelmente acende discussões sobre a distribuição de renda e a justiça fiscal. Embora nomes como Safra, Esteves e Salles tenham envolvimento filantrópico, a pressão por um impacto social ainda maior continua crescente. O ranking também destaca uma significativa disparidade de gênero, com 240 homens acumulando R$ 1,68 trilhão e 60 mulheres somando R$ 343,7 bilhões; Vicky Safra é a única mulher no Top 10 geral.

O Brasil ocupa o 9º lugar entre os países com mais bilionários, com 56 nomes, atrás de potências como EUA, China e Índia. A presença de Eduardo Saverin entre os líderes da América Latina reforça o potencial de atuação internacional dos brasileiros.

Em suma, o ranking da Forbes de 2025 para os bilionários brasileiros é um termômetro da economia nacional, revelando um país em transição, dividido entre a inovação trazida por investidores de tecnologia e o legado das fortunas familiares tradicionais. As variações nas fortunas e o número de bilionários também sinalizam a instabilidade econômica, mas a capacidade de atuação internacional desses indivíduos continua a ser um fator de destaque.

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